Poetisa, ensaísta, jornalista, doceira, Cora Coralina foi uma destemida e lutou contra preconceitos de sua época para tornar públicas as suas ideias

2 de março de 2015 2 Comentários »
Poetisa, ensaísta, jornalista, doceira, Cora Coralina foi uma destemida e lutou contra preconceitos de sua época para tornar públicas as suas ideias

Jornal Mulier – Janeiro de 2013, Nº 108

Foram 95 anos de vida, para ela poderia ter sido a eternidade de tanto que amava viver. Cora Coralina nasceu Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, em Goiás (GO), no dia 20/08/1889. Segundo a pesquisadora Nelly Novaes Coelho, “mulher nascida no século XIX, dotada de grande vitalidade e liberdade interior, Cora Coralina está entre as pioneiras que, anônima ou publicamente, se insurgiram contra os preconceitos de toda ordem que alicerçavam a sociedade tradicional. Preconceitos que ainda hoje não desapareceram de todo (…) Toda sua obra poética testemunha o que foi a luta dessa mulher diferente das demais, em seu tempo, determinada a viver de acordo com sua própria verdade e que encontrou na palavra poética o caminho da realização mais plena e definitiva”. Para Carlos Drummond de Andrade, Cora Coralina “pela tocante criação poética e ainda pela corajosa atuação humana, trouxe alta contribuição para o reconhecimento da dignidade da condição da mulher, em meio ainda tão cheio de preconceitos como o do nosso país”.

Infância

A Casa Velha da Ponte, às margens do Rio Vermelho, hoje Museu Casa de Cora Coralina, foi o local onde Anna nasceu. Com menos de dois anos, a menina ficou órfã de pai, e a mãe, com três filhas para criar, viúva, passou por momentos difíceis. Proprietária de escravos e terras, a família viu-se em dificuldades financeiras pela falta de mão de obra nas fazendas devido à abolição da escravatura e empreendimentos mal sucedidos. Dessa forma, mudaram-se em 1900 para a fazenda do pai de sua mãe, alugaram a casa e venderam muitos bens para sobreviver.
Tais dificuldades da infância foram inscritas em sua obra poética. Ela acreditava que a mãe desejava um filho homem quando ela nasceu, por isso escreveu: “Ao nascer, frustrei as esperanças de minha mãe./ (…) Me achei sozinha na vida. Desamada, indesejada desde sempre./ Venci vagarosamente o desamor, a decepção de minha mãe”.

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Como afirmam Clóvis Carvalho Britto e Rita Elisa Seda, no livro “Cora Coralina: raízes de Aninha”, Cora “desenvolveu um complexo de inferioridade que resultou na imagem da menina inzoneira (que faz intriga, astuta), mal amada e feia da ponte da lapa”. Mas, através da leitura do livro, percebe-se grande influência da mãe, Dona Jacynta, na personalidade forte e libertária da filha. Era lutadora, trabalhou para sobreviver, apreciava a leitura de livros e jornais e integrou a Federação Goiana para o Progresso Feminino, tornando-se a primeira goiana a requere sua inscrição como eleitora.

O mundo da leitura e da escrita abriu-se a Cora através das aulas de sua madrinha e também professora particular, Silvina Ermelinda Xavier de Brito, a quem dedicou um de seus livros. Sem ensino formal, ela estudou apenas dois ou três anos, não se sabe ao certo, com a professora citada, abrindo-se um mundo de possibilidades. A leitura e a vida na fazenda foram uma fuga encontrada para seus dissabores. Um tempo livre para ler, escrever, ter contato com a natureza.

Paixão pela escrita

Foi na Fazenda Paraíso que a poetisa encontrou inspiração para começar a escrever suas primeiras crônicas. Optou pelo pseudônimo Cora Coralina, “escolhendo um codinome para se revelar”, destacam os autores de “Cora Coralina: raízes de Aninha”, enquanto autoras e autores escolhiam nomes para se esconder.

Entre as tentativas de entender o pseudônimo, “é importante reconhecermos que na mitologia grega Cora era o nome de Perséfone, que representava as mudanças na natureza e era a deusa da agricultura, da fecundidade, dos trigais e das colheitas”. No entanto, conforme Cora, o nome foi escolhido porque na cidade havia muitas “Anas”, em homenagem à padroeira local, Sant´ Ana. Ela não queria ser mais uma “Ana”. Explicava que “Cora” vem de coração e “Coralina” significa a cor vermelha, Cora Coralina seria coração vermelho.

Com a volta da família a Casa Velha da Ponte, em 1905, Coralina teve a oportunidade de vivenciar um rico período intelectual da cidade de Goiás, quando inclusive a escrita de autoria feminina foi estimulada. Entre os 16 e 21 anos, destacou-se como escritora, conferencista, declamadora e jornalista.

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A criação do jornal “A Rosa”, editado a partir de 1907 por quatro jovens escritoras, dá uma mostra da efervescência cultural local e abertura para a escrita feminina. Cora Coralina foi redatora da publicação por um tempo, participando dessa empreitada intelectual ao lado de escritoras prestigiadas e intelectuais da região. No entanto, como para muitas mulheres de sua época, estava reservado para ela um espaço menos público e mais privado, o casamento e a constituição de uma família.

Indo embora de Goiás

“Meus anseios extravasaram a velha casa. Arrombaram portas e janelas, e eu me fiz ao largo da vida. Andei por mundos ignotos e cavalguei o corcel branco do sonho”.

Como deixou registrado em versos, “moça que lia romance e declamava Almeida Garret/ não dava boa dona de casa”. Diante da dificuldade econômica e pouco estímulo familiar, Cora Coralina rendeu-se ao casamento. Apaixonou-se por Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, chefe de polícia do estado. Resolveram viver juntos, mas longe da terra natal porque Cantídio era separado da esposa, havendo certo preconceito com a união.

Dessa forma, mudaram-se para Jaboticabal, no estado de São Paulo, no início do período áureo do café na região. Ela tinha 22 anos e estava grávida. Do casamento com Cantídio nasceram outros filhos, dos sete criou cinco, dois morreram. Para Cora, os filhos “construíram a minha resistência./ Filhos, fostes pão e água do meu deserto./Sombra na minha solidão./ Refúgio do meu nada./ Removi pedras, quebrei as arestas da vida e plantei roseiras”.

Além da família, Cora continuava escrevendo, apesar de guardar grande mágoa do marido ciumento, ele geralmente não a deixava publicar seus escritos. Em 1929, mudou-se para a cidade de São Paulo, distanciando-se do marido na tentativa de garantir estudo para os filhos. Lá participou da Revolução Constitucionalista de 1932, alistando-se como enfermeira.

Viúva em 1934, começou um novo período em sua vida de luta pela sobrevivência dela e dos filhos. Abriu uma pensão, vendeu livros da editora José Olympio. Mudou-se, novamente, para a cidade de Penápolis, São Paulo, em companhia da filha. Lá virou comerciante, fato raro para uma mulher na década de 1940, e depois dona de terras em Andradina.

O amor pela terra

“Amo a terra de um místico amor consagrado, num esponsal sublimado,/ procriador e fecundo./ (…) Minha identificação profunda e amorosa/ com a terra e com os que nela trabalham./ A gleba me transfigura”.

Para quem foi criada em quintal de pomares, à beira do rio e na Fazenda Paraíso, a terra era um espaço de liberdade e inspiração. Mesmo antes de comprar terras e começar a plantar algodão, Cora Coralina, morando em cidades do estado de São Paulo, vendeu plantas para a prefeitura arborizar a cidade de Jaboticabal e Penápolis.

Clóvis Carvalho Britto e Rita Elisa Seda destacam o pioneirismo de Cora em alertar sobre a importância da preservação ambiental, como registrou já no início do século XX, no artigo “Árvores”. O texto alertava os jovens para plantarem mudas ao invés de apenas escreverem poesias em comemoração à Festa das Árvores e ainda é usado como alerta ecológico.

Os autores, citando José Fernandes, no livro “Dimensões da literatura goiana”, lembram: “ao afirmar que é a mulher mais antiga do mundo, está afirmando que é a Terra, pois, Terra e mulher, enquanto seres capazes de fecundar e gerar vidas, se identificam (…) a fecundidade feminina tem um modelo cósmico: o da Terra Mater, a Mãe Universal”.

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A temática da natureza esteve sempre presente nos escritos de Cora Coralina, não apenas como exaltação, mas como crítica social à situação dos lavradores. Também durante a ditadura militar apoiou a reforma agrária e os posicionamentos de D. Pedro Casaldáglia e D. Tomás Balduíno sobre o nascente movimento dos trabalhadores rurais sem terra, além de alertar sobre a falta de apoio aos trabalhadores rurais, que levava ao êxodo rural e à marginalização nas grandes cidades. Por seu engajamento, foi eleita Símbolo da Mulher da Trabalhadora Rural pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) em 1984.

Mas as preocupações sociais de Cora Coralina não se restringiram à preservação ambiental e ao trabalhador rural. Ela posicionou-se publicamente e trabalhou por outras causas, como a dos idosos, das mulheres, das crianças, dos indígenas, dos pobres, dos presidiários e dos excluídos. Chegou a fazer votos de franciscana em 1937. Dessa forma, conquistou admiração, respeito e muitas amizades ao longo dos anos passados fora de sua terra natal.

Volta para Goiás

“A minha terra, que sempre esteve presente ao meu emocional. Nunca me apaulistei, nunca deixei de ser mulher goiana e mais que tudo, mulher sertaneja, com todas as marcas de uma mulher sertaneja que me orgulho”.

Com os filhos criados, Cora Coralina resolveu voltar para Goiás inicialmente para resolver problemas de inventário familiar. Ela saiu de Goiás com 22 anos e voltou com 67, indo morar novamente na Casa Velha da Ponte. Lá foi o espaço encontrado para sua libertação. Disse que foi limitada na infância, na adolescência e na vida de casada, por isso também não queria ser limitada depois de velha.

Somente após esse período teve oportunidade de organizar seus escritos e enviá-los para publicação. As dificuldades naquele momento foram outras: era uma mulher, idosa, sem recursos, moradora do interior do país.

Sobre a publicação tardia da obra coralineana, vários foram os motivos, alguns já registrados aqui, como o casamento e as proibições do marido. Mas Clóvis Carvalho Britto e Rita Elisa Seda enumeram outras questões.

Havia dificuldade financeira na época de sua juventude para publicar, a família não a apoiava e duvidava de sua capacidade. Outro motivo seria o fato de Cora Coralina não ter escrito poesia no início de sua vida literária e sim prosa, enquanto a poesia era o gênero em evidência na efervescente Goiás de 1910.

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Acredita-se que o texto “Ipê Florido”, publicado em uma revista no ano de 1919, seja um divisor de águas em sua poética, sendo “o primeiro trabalho de Cora com uma intenção deliberadamente poética que temos conhecimento. Trata-se de uma experiência-limite, entre a prosa e a poesia, ou seja, um poema-prosa. (…) Desse modo, o poema ‘Ipê Florido’ revela a embrionária sintonia que teve com as ideias estéticas que culminariam quatro anos depois na Semana de 1922”.

Coralina encontrou uma liberdade de escrever ao longo dos anos, sem rigidez métrica e rítmica, com características épica e lírica, memorialística, exaltação ao trabalho e também com elementos eróticos.

Segundo a poetisa, ensaísta e crítica literária, Darcy França Denófrio, no livro “Melhores Poemas Cora Coralina”, “Eros é uma força onipresente em seu lírico: seja quando observa o reino animal, seja quando contempla o mundo vegetal. (…) O ‘Poema do milho’, unanimidade entre os críticos como sendo um dos picos líricos mais elevados em Cora Coralina, é todo um espetáculo de imagens eróticas, de uma eficiência e delicadeza jamais vistas neste aquém-Parnaíba. E, dentro de tal clima, a poetisa é capaz de invocar Deus sem nenhum problema. Cora sabia lidar, sem conflitos, com os dois polos antitéticos, próprio do humano: o espiritual e o carnal”, algo muito difícil para mulheres de sua época e, até mesmo, de gerações posteriores.

Conseguiu publicar seu primeiro livro em 1965, “Poemas dos becos de Goiás”, pela editora José Olympio de São Paulo. Na obra, a autora retrata a vida das pessoas marginalizadas dos becos, locais periféricos e, ao mesmo tempo, indispensáveis à vida na cidade. Local dos pobres, das lavadeiras, das prostitutas, da gente humilde e sem voz, esquecida pela sociedade e pela literatura. Na cidade onde nasceu, a poetisa apura sua escrita, mas não é bem recebida pela crítica e a intelectualidade, que obscureceram sua obra, dando maior destaque a sua idade. Diante das dificuldades para viver de literatura, Coralina rendeu-se à fabricação de doces para sobreviver.

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Encantando pelo paladar

“Sou mais doceira e cozinheira/ do que escritora, sendo a culinária/ a mais nobre de todas as Artes:/ objetiva, concreta, jamais abstrata/ a que está ligada à vida e/ à saúde humana”.

Uma tradição goiana há séculos, Cora Coralina começou a fabricar doces e comercializá-los, atividade aprendida com as mulheres da família e exercida entre os anos de 1965 a 1979. Os doces de laranja, figo, mamão, goiabada, banana, entre outros encantavam o paladar de quem provava. Dizia ter sido um tempo maravilhoso, quando se sentiu útil, forte e por ter dado exemplo para outras mulheres da cidade que não sabiam como ganhar dinheiro com o seu próprio trabalho.

Muitas das frutas vinham do pomar da Casa da Ponte. Os doces eram cuidadosamente feitos no fogão à lenha e em tachos de cobre, por isso faziam muito sucesso. Pessoas de várias partes do país iam à casa para comprar os doces de Cora Coralina, conversar e ouvi-la declamar poesias, contar casos. Fez muitas amizades.

Para ela, a culinária era, como a poesia, uma forma de comunicação. “Já que não posso comunicar com o sentimento, através dos meus versos, comunico-me com a habilidade culinária, nos meus doces. De uma forma ou de outra, sempre proporcionarei uma sensação estética, um prazer àqueles com quem me comunico, embora lhes atinja o estômago e não o coração”, conforme o livro “Cora Coralina: raízes de Aninha”.

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Enfim, o reconhecimento literário

Mesmo com mais de 70 anos e uma rotina pesada de trabalho, Cora Coralina continuou suas leituras, escrevia e acompanhava os acontecimentos literários. Até que, em 1970, mulheres escritoras goianas resolveram criar a Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, convidando-a para ser uma das componentes. O reconhecimento público enfim começava.

A elaboração de um novo livro foi possível depois que Coralina teve que ficar um longo tempo convalescente após uma queda que ocasionou a fratura do fêmur. Uma segunda queda, cinco anos após a primeira, obrigou-a a abandonar os doces e dedicar-se exclusivamente à literatura.

Sua obra passou a ter uma atenção especial pelos marginalizados. Muitos aspectos contribuíram para esta opção, segundo seus biógrafos, “a queda na escada e as cirurgias; o clima instaurado pela ditadura militar vigente no país; as campanhas em defesa das minorias e dos setores carentes algumas explicitadas nos poemas dessa fase como a Convenção Internacional de proteção e Direito dos Cegos, o Ano Internacional da Mulher, a preocupação com a explosão demográfica, a liberação feminina, o movimento ecológico, o Ano Internacional da Criança, entre outras”.

A partir de 1975, Cora Coralina finalmente começou a receber a atenção merecida em todo o Brasil, sendo convidada para eventos literários e solenidades no estado de Goiás e muitas outras cidades no país, dando muitas entrevistas. Também foi laureada com diversos prêmios e recebeu o título de Drª. Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás em 1983.

Lançou seu segundo livro “Meu livro de cordel”, em 1976, uma segunda edição de “Poemas dos becos de Goiás”, no ano de 1978, “Vintém de cobre – meias confissões de Aninha”, em 1984; “Estórias da Casa Velha da Ponte” e o livro infantil “Os meninos verdes”, em 1985.

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O reconhecimento nacional de Cora Coralina, segundo quem pesquisa a autora, foi possível principalmente após a crítica positiva de Carlos Drummond de Andrade a sua obra. Em carta, Cora Coralina agradeceu Drummond: “abençoado seja o homem culto que entrega ao vento palavras novas que tão bem ressoam no coração de quem tão pouco as tem ouvido”. Ela passou a ser reconhecida pelo conjunto de sua obra e não apenas como a “velhinha de Goiás”.

Uma mulher com todas as idades

“Sou aquela mulher que no tarde da vida recria e poetisa sua própria vida. Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores”.

Perguntada se não gostava dos velhos, Cora Coralina dizia que eles também não gostavam dela, não tinham afinidade, e ela não era uma anciã padrão. Sua principal crítica era no descrédito dos velhos aos jovens. “Como seria possível a renovação do mundo se não fosse a juventude?”, indagava. “Eu acompanho a vida, enquanto que me parece eles um tanto quanto parados no tempo, estáticos e voltados mais do que deviam para o passado”, declarou em entrevista.

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Daí sua relação de afeto aos jovens, a quem incentivava participar da vida cultural e política, expressando sua ideias. Como lembra Nelly Novaes Coelho, em seus últimos anos de vida, já com mais de 90 anos, Cora Coralina, debilitada fisicamente, mas lúcida, aconselhava os novos poetas a poetizarem a vida. Os versos são estimuladores: “o que vale na vida não é o ponto de chegada e sim, a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”.

Cora Coralina morreu no dia 10/04/1985, aos 95 anos, por complicações de uma pneumonia, apesar de que, como poetizou Coralina, “não morre aquele/ que deixou na terra/ a melodia de seu cântico/ na música de seus versos”.

Fontes

BRITTO, Clóvis Carvalho; SEDA, Rta Elisa. “Cora Coralina: raízes de Aninha”. Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2009.

COELHO, Nelly Novaes. “Dicionário crítico de escritoras brasileiras (1711-2001)”. São Paulo: Escrituras Editora, 2002.

CORALINA, Cora. “Meu livro de cordel”. São Paulo: Global, 1987.

DENÓFRIO, Darcy França. “Melhores Poemas Cora Coralina”. São Paulo: Global, 2008.

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2 Comentários

  1. luis paulo abril 17, 2015 at 22:14 - Reply

    cora e um exemplo de vida para todos.

  2. Regina janeiro 30, 2016 at 17:46 - Reply

    Que exemplo!garra, determinação, mesmo a tantas dificuldades;Linda Cora!

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